Por uma sociedade apta a defender a liberdade, preservar sua história e construir um futuro digno, íntegro e próspero.

Instituto Civitas

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FORREST GUMP, The runner

Um dos mais belos filmes que já vi foi Forrest Gump. Por mil razões, mas talvez porque o pano de fundo seja a Pureza do homem que se manteve menino x Crueza do mundo que se perdeu da Essência.

E uma das minhas cenas prediletas é aquela em que Forrest começa a correr sem motivo aparente. O impulso acontece depois que Jenny o abandona. Sentado na varanda, olhar vagueante, ele simplesmente levanta e corre. E corre por 3 anos, 2 meses, 14 dias e 16horas.

E o mais interessante é que muitos se unem a ele, e o que começa com um único homem tentando superar a dor, seguir em frente e “deixar o passado pra trás” acaba sendo uma pequena multidão que apenas precisava de uma inspiração. E, para além daqueles que fisicamente estavam com ele, passou a ter a companhia de outros milhões que passaram a acompanhá-lo pela televisão, pois sua atitude ganhou a atenção do país inteiro.

Sempre é assim. Nos mantemos apáticos, espectadores de uma realidade que sabemos não ser justa e nem guardar a verdade até que alguém se levanta e corre.

E esse “correr” significa uma “ação com propósito” que absolutamente não guarda relação alguma com revolta mas é o símbolo de uma atitude afirmativa diante da vida.

Para Forrest era: “Não posso mudar o passado, mas quero alcançar o futuro” ou: “A dor oprime meu peito mas, ainda assim eu quero viver e avançar”.

Em cenários e circunstâncias de aparente impotência diante dos fatos, decidir correr, ou caminhar no passo possível, é fundamental. É o que desperta a força interior e chama o subconsciente pra se unir à consciência e continuar lutando pela vida, pelo bem, pela verdade, pelo belo, pelo justo.

Manter-se à margem pode significar estagnação, desumanização, conformação. Somente quando nos colocamos em marcha encontramos as soluções, tal como aconteceu com Bartimeu, o cego curado por Jesus, segundo relato em Mc 10:46-52. Estando “à margem do caminho” ele era somente um homem cego mas, quando se propôs a gritar, sabendo que o Senhor por ali passaria, alcançou a cura e tornou-se um homem com visão.

Quando a atitude guarda propósito o resultado sempre nos alcançará. Talvez não no nosso tempo ou do jeito exato que imaginamos, mas virá, afinal, a exortação é clara: “Pedi e obtereis, Buscai e achareis, batei e abrir-se-vos-á”.

Quando Forrest voltou para casa, cansado mas curado da dor, recebeu uma carta de Jenny, conheceu seu filho, casou-se e tornou-se pai.

Sempre valerá a pena “correr”.Um FORREST GUMP, The runner

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