Por uma sociedade apta a defender a liberdade, preservar sua histΓ³ria e construir um futuro digno, Γ­ntegro e prΓ³spero.

Instituto Civitas

Por uma sociedade apta a defender a liberdade, preservar sua histΓ³ria e construir um futuro digno, Γ­ntegro e prΓ³spero.

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Rio de janeiro, 11 de dezembro de 2025.

PROPOSTA DE POLÍTICA PÚBLICA – ESCALA LIVRE

Instituto Civitas

 

Β IntroduΓ§Γ£o

O fim da escala de trabalho 6 por 1 promete ser o principal embate legislativo do ano de 2026, que jΓ‘ estΓ‘ sendo antecipado pelas forΓ§as ligadas ao trabalhismo e ao sindicalismo e recebendo crΓ­ticas de movimentos liberais e empresariais.

A depender da forma como o debate se colocar, o fim da escala 6 por 1 poderΓ‘ ser uma oportunidade histΓ³rica e inΓ©dita para modernizar nossa legislaΓ§Γ£o, ampliar a liberdade dos trabalhadores e dos empregadores, valorizar o esforΓ§o individual e construir um ambiente de trabalho mais humano, mais flexΓ­vel e mais alinhado com a realidade contemporΓ’nea.

 

  1. Conciliando a parte econΓ΄mica com a parte humana

Hoje, boa parte dos trabalhadores formais brasileiros se encontra vinculado Γ  escala 6 por 1 (44 horas semanais)[1]. SΓ£o profissionais do comΓ©rcio, supermercados, serviΓ§os e setores que operam em atividades que nΓ£o costumam parar aos finais de semana.

Γ‰ preciso reconhecer: para essas pessoas, o tema nΓ£o Γ© abstrato β€” Γ© vida real. Γ‰ rotina. Γ‰ famΓ­lia. Γ‰ saΓΊde. Essa serΓ‘ a forΓ§a do debate legislativo sobre o fim da escala 6 por 1: um contingente enorme de pessoas que folgam, no mΓ‘ximo, um dia por semana.

Γ‰ razoΓ‘vel presumir que, se o debate ficar polarizado ― em que um lado foca nos aspectos humanos e de saΓΊde mental dos trabalhadores e o outro mira em aspectos exclusivamente econΓ΄micos, como custos, produtividade e aumento de inflaΓ§Γ£o ― pode-se perder a oportunidade de reconhecer mΓ©rito em ambos os lados e de sair com uma soluΓ§Γ£o simples, que contemple tanto o critΓ©rio humano, quanto o econΓ΄mico.

Β 

  1. Propostas em debate no Congresso Nacional

No Congresso, as propostas para acabar com a escala 6×1 focam na reduΓ§Γ£o da jornada semanal (para 40h ou 36h) e na adoΓ§Γ£o de novas escalas, como 5×2 ou 4×3, com foco em dois dias de descanso e mais qualidade de vida, atravΓ©s de uma PEC (Proposta de Emenda Γ  ConstituiΓ§Γ£o) e projetos de lei, incluindo o apoio do governo para aprovar um texto que limite o 6×1 e estabeleΓ§a regras de transiΓ§Γ£o, com debates sobre a implementaΓ§Γ£o gradual e os impactos no setor de serviΓ§os[2].

Um dos pontos fundamentais da discussΓ£o atual Γ© que a escala deverΓ‘ ser reduzida, mas os salΓ‘rios e pisos, nΓ£o. Ou seja, isso representarΓ‘ em aumento salarial indireto para o trabalhador.

As crΓ­ticas com foco exclusivamente econΓ΄mico alertam que isso deverΓ‘ pressionar os custos e gerar inflaΓ§Γ£o. No entanto, esse argumento nΓ£o mudarΓ‘ a percepΓ§Γ£o dos brasileiros que trabalham em escalas menores e consideram a escala 6 por 1 excessiva e desgastante, tampouco daqueles que trabalham na escala 6 por 1 e anseiam pela reduΓ§Γ£o, certos de que seu fim trarΓ‘ um sistema mais justo e mais humano.

Considerando o que ocorreu em outros paΓ­ses, como o MΓ©xico, Γ© irreal o empresariado brasileiro acreditar que o fim da escala 6 por 1 nΓ£o passarΓ‘ no Congresso. PassarΓ‘, e de forma avassaladora, ainda mais em ano eleitoral, portanto o foco deve ser em aproveitar a oportunidade para reformar o modelo como um todo, e melhorar a situaΓ§Γ£o tanto para o empregador quanto para o empregado.

 

  1. Escala Livre: a conciliaΓ§Γ£o transformadora

A proposta Escala Livre se insere nessa discussΓ£o sobre o fim da escala 6 por 1 com o propΓ³sito de modernizar as relaΓ§Γ΅es de trabalho no Brasil, buscando:

  • ampliar a liberdade individual;
  • preservar os direitos trabalhistas;
  • reduzir formalmente a carga de trabalho semanal;
  • valorizar o salΓ‘rio;
  • estimular a formalizaΓ§Γ£o;
  • dinamizar a economia;
  • respeitar a dignidade do trabalhador;
  • dar mais seguranΓ§a jurΓ­dica e flexibilidade Γ s empresas; e
  • tornar a escala 6 por 1 desnecessΓ‘ria.

O salΓ‘rio-mΓ­nimo previsto para 2026 Γ© de R$ 1.621,00[3]. Considerando-se uma base de 4,5 semanas por mΓͺs e 44 horas semanais (198 horas mensais), a previsΓ£o de salΓ‘rio-mΓ­nimo por hora para 2026 Γ© de R$ 8,19.[4]

Considerando-se altamente provΓ‘vel que, em 2026, o Legislativo aprovarΓ‘ a reduΓ§Γ£o para 40 horas semanais, mantendo o valor do salΓ‘rio-mΓ­nimo, o preΓ§o do salΓ‘rio-mΓ­nimo por hora subirΓ‘ para R$ 9,01 (aumento exato de 10%, pois a base cai de 44 horas semanais para 40). Em resumo, o efeito real da reduΓ§Γ£o de carga serΓ‘:

  • SalΓ‘rio-mΓ­nimo por hora 2026 (44 horas semanais) – R$ 8,19.
  • SalΓ‘rio-mΓ­nimo por hora 2026 (40 horas semanais) – R$ 9,01.

A rigor, essa matemΓ‘tica jΓ‘ extinguiria a obrigatoriedade da escala 6 por 1, mas cumpre ponderar que o modelo atual, de horas semanais, engessa a dinΓ’mica laboral, criando:

  • necessidade de escalas complexas;
  • contrataΓ§Γ£o excessiva em alguns setores;
  • pouca autonomia para empresas ajustarem equipes;
  • pouca liberdade para trabalhadores escolherem seus horΓ‘rios; e
  • inseguranΓ§a jurΓ­dica para ambos os lados.

Hoje, a legislaΓ§Γ£o Γ© como uma roupa ΓΊnica que pretende servir para todos β€” mas que, na prΓ‘tica, aperta uns e sobra para outros.

Assim, o momento surge como oportunidade para a proposta de Escala Livre, aqui apresentada, que se baseia em um princΓ­pio simples: Permitir que o trabalhador seja remunerado e contratado por hora, com liberdade real para definir sua jornada, sem necessidade de suprimir as garantias contidas na CLT.

Essa mudanΓ§a, embora aparentemente tΓ©cnica e simples, Γ© transformadora.

Ao permitir a contrataΓ§Γ£o por hora, abre-se espaΓ§o para algo que jΓ‘ Γ© realidade em milhΓ΅es de lares brasileiros: a remuneraΓ§Γ£o por esforΓ§o, por jornada escolhida, por disponibilidade real.

Assim como ocorre com motoristas de aplicativo, entregadores, diaristas e profissionais autΓ΄nomos, muitos trabalhadores preferem:

  • trabalhar menos dias por semana;
  • concentrar sua jornada em horΓ‘rios e dias com melhor remuneraΓ§Γ£o;
  • organizar a vida pessoal com mais autonomia; e
  • aumentar ganhos conforme a sua disponibilidade.

Alguns trabalhadores formais, por exemplo, podem preferir trabalhar apenas aos sΓ‘bados e domingos (com adicionais de 50% e 100% estabelecidos na CLT), pois em 2 dias trabalhados, receberΓ£o o equivalente a 3,5 dias. Abrindo facilidades de escala na contrataΓ§Γ£o pelo empregador. Hoje, ele nΓ£o tem essa opΓ§Γ£o.

4.1 Impactos potenciais para empregadores e trabalhadores

Para os trabalhadores o modelo de Escala Livre oferece:

  • maior capacidade de organizar a vida familiar;
  • liberdade para trabalhar mais quando precisar e menos quando quiser;
  • possibilidade de contratos flexΓ­veis;
  • manutenΓ§Γ£o dos direitos atuais;
  • valorizaΓ§Γ£o do esforΓ§o individual; e
  • aumento do valor da hora trabalhada.

Γ‰ a junΓ§Γ£o de dignidade e liberdade. Contempla o humano e o econΓ΄mico, respeitando a autonomia individual do trabalhador.

Para os empregadores o modelo traz:

  • maior flexibilidade de escala;
  • reduΓ§Γ£o de custos com escalas rΓ­gidas;
  • facilidade de montar equipes para horΓ‘rios especΓ­ficos;
  • estΓ­mulo Γ  formalizaΓ§Γ£o; e
  • reduΓ§Γ£o da inseguranΓ§a jurΓ­dica.

4.2 A manutenΓ§Γ£o dos direitos trabalhistas

Um ponto da proposta Escala Livre que vale reforΓ§ar Γ© que nenhum direito precisarΓ‘ ser retirado, pelo contrΓ‘rio, todos podem ser calculados com base na nova remuneraΓ§Γ£o, talvez com pequenos ajustes sobre cargas mΓ­nimas para necessidade de registro.

Tudo poderΓ‘ continuar como antes, fΓ©rias, 13ΒΊ salΓ‘rio, FGTS, insalubridade (entra no cΓ‘lculo do salΓ‘rio-hora) etc.

Β 

5 ConclusΓ£o

A proposta Escala Livre ― que deverΓ‘ ser trabalhada de forma mais densa pelos parlamentares ― Γ© um passo civilizatΓ³rio na direΓ§Γ£o de um paΓ­s onde o trabalho Γ© instrumento de liberdade e nΓ£o de exaustΓ£o. Para garantir seguranΓ§a jurΓ­dica e respeito aos trabalhadores, propΓ΅e-se que a sua implementaΓ§Γ£o permita:

  • um perΓ­odo de transiΓ§Γ£o;
  • a manutenΓ§Γ£o opcional do modelo tradicional para quem preferir;
  • adoΓ§Γ£o gradual do modelo por hora para novos contratos; e
  • preservaΓ§Γ£o dos vΓ­nculos atuais.

O objetivo nΓ£o deve ser impor, mas oferecer liberdade.

A Escala Livre nΓ£o retira direitos: ela amplia liberdade, valoriza o esforΓ§o individual, melhora a qualidade de vida do trabalhador e fortalece a eficiΓͺncia das empresas β€” tudo isso dentro da proteΓ§Γ£o da CLT. Γ‰ uma proposta que equilibra liberdade econΓ΄mica, dignidade humana e responsabilidade institucional, oferecendo ao Brasil um caminho realista, moderno e prΓ³spero para substituir a escala 6Γ—1 de forma justa, sustentΓ‘vel e libertadora.


O Instituto Civitas apresenta uma contribuiΓ§Γ£o legislativa completa ao tema, composta por:

πŸ“œ Proposta de Emenda Γ  ConstituiΓ§Γ£o (PEC)
πŸ“„ Projeto de Lei regulamentador

Trata-se de uma proposta tΓ©cnica, equilibrada e pronta para debate legislativo qualificado.

Colocamo-nos Γ  disposiΓ§Γ£o para apresentaΓ§Γ£o detalhada e esclarecimentos.

Segue o link para acesso: www.civitas.org.br/12/02/2026/𝗖𝗔π—₯𝗧𝗔-π—”π—•π—˜π—₯𝗧𝗔-𝗔𝗒𝗦-π—–π—œ/

 

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Civitas.org.br

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[1] Ver https://www.cnnbrasil.com.br/politica/governo-levanta-dados-sobre-brasileiros-que-trabalham-na-escala-6×1/, consultado em 9/12/2025.

[2] Ver https://exame.com/carreira/sera-o-fim-da-escala-6×1-no-brasil-empresas-hoteis-de-luxo-e-ate-mineradoras-ja-se-movimentam/, consultado em 9/12/2025.

[3] Ver https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2025/12/10/governo-confirma-que-salario-minimo-sera-reajustado-em-679percent-em-2026-chegando-a-r-1621-saiba-o-que-muda-com-o-novo-valor.ghtml#:~:text=Reajuste%20de%206%2C79%25%20no,2026%2C%20alcan%C3%A7ando%20R%24%201.621., consultado em 11/12/2025.

[4] As contas propostas consideram aproximaΓ§Γ£o e deverΓ£o ser refeitas para os diferentes pisos e salΓ‘rios-mΓ­nimos estaduais, para quem se encontra no regime de 44 horas semanais. Essa discussΓ£o, em tese, nΓ£o precisaria se aplicar a quem jΓ‘ estΓ‘ em escalas menores.

 

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